MULATA NÃO TEM MAIS NADA A VER COM MULA

A mulata não é mais comparada à fêmea resultante do cruzamento de jumentas com cavalos ou de éguas com jumentos. Hoje a palavra mulata tem novos significados, repletos de complexas sutilezas. E não designa mais o que antes designava.

A hipótese de procedência árabe, proposta por Engelmann, foi rejeitada por vários pesquisadores, não apenas por mim.

Antes de eu nascer, por exemplo, por Antenor Nascentes, conforme explicado em seu Dicionário Etimológico, de 1932, p. 555.

Mulato e mulata designavam outras misturas, antes de ser aplicados a seres humanos, mas a origem é mula em todos os casos estudados.

É uma tristeza o que vem acontecendo no Brasil: o politicamente correto anda rondando até o berço das palavras, forçando-as a significados estranhos e por vezes contrários àqueles surgidos na fonte.

Não é só na etimologia. Na mitologia e na história também. É inclusive na arqueologia e na teologia. Nada escapa.

Aquela professora inglesa – linda – a Francesca Stavrakopoulou, está levando um pau danado na Europa porque descobriu que o rei Daví era muito mentiroso e que Jeová era casado.

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