RYA DE JANEIRO, CARIOCA, FLUMINENSE

RIO DE JANEIRO, CARIOCA, FLUMINENSE

De vez em quando me perguntam isso. Tratei rapidamente do assunto em programa semanal na Rádio Bandnews, Sem Papas na Língua.

Américo Vespúcio, cartógrafo, Gonçalo Coelho e Gaspar de Lemos, hábeis navegadores, não teriam confundido água salgada com água doce. Já tinham descoberto grandes rios, como o São Francisco, e não davam às coisas os nomes que as coisas tinham.

É que no Século XVI, a palavra “ria” designava algo como a Baía da Guanabara, de Gana-Bará ou Gana-Pará, Seio de Mar, na língua dos primeiros habitantes, os índios tamoios. De resto, “ria” está nos dicionários de língua portuguesa desde Bluteau, Morais, Aurélio e, por exemplo, o Houaiss, assim definida: “canal ou braço do mar, que geralmente se presta à navegação, costas onde o mar é raso e os recortes são profundos”.

Quanto ao Estado, ele começou em Arraial do Cabo, com náufragos, não na hoje cidade do Rio, onde um feitor chamado João de Braga ergueu a primeira casa de pedra, chamada “Kari”, branco, e “Oca”, casa de branco. Curiosamente, casa em grego é “oikós” , o que parece coincidência, mas precisamos pesquisar mais. Tanto em Aveiro quanto em Cascais ainda são oferecidos hotéis e residências com vista para a ria.

Quanto a fluminense, habitante do Estado, veio do Latim “flumen”, água que corre, que está em fluvial, de “fluvialis”, mas também em “fluere”, fluir, correr, podendo isso ser água doce, água salgada, sangue, pus etc.

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