200 ANOS DE ANITA

POR QUEM OS SINOS DOBRAM? POR ANITA GARIBALDI.

Desta casa, em Laguna (SC), ela saiu toda arrumadinha, aos catorze anos, para casar-se com o sapateiro Manoel Duarte de Aguiar.

Tão linda quanto mal amada, três anos depois, no frescor dos dezessete, viveria o grande amor de sua vida com o italiano Giuseppe Garibaldi na Guerra dos Farrapos, que proclamou duas repúblicas.

Em julho de 1839, ambos proclamaram a República Juliana, declarando a independência de Santa Catarina. A nova forma de governo durou 129 dias. A República Piratini, dos gaúchos, sustentou a independência do Rio Grande do Sul por dez anos (1835-1845).

Anita Garibaldi foi encontrada estrangulada, este é um dos mistérios. Pode ter sido eutanásia ou alguém puxou o cadáver enlaçando-o pelo pescoço.

Ela estava combatendo na Itália, aos 27 anos, depois de ter lutado no Uruguai e no Brasil, que segundo os gaúchos são repúblicas vizinhas e anteparos do RS ao Sul e ao Norte, respectivamente. Suas façanhas são conhecidas em toda a terra, como proclama o hino deles.

O casal é nome de cidades , avenidas, ruas, praças, estátuas, museus, escolas etc. Brasil afora e também em Cuba, na Itália etc.

Em 2021 faz 200 anos que ela nasceu.

Até 1998, houve controvérsia sobre o local de nascimento de Anita: se Lages ou Laguna.

A polêmica foi dirimida por sentença judicial em 5.12.1998:

“Ante o exposto, julgo procedente o pedido inicial, a fim de determinar o registro de nascimento de Ana Maria de Jesus Ribeiro, nascida em 30 de agosto de 1821, na cidade de Laguna, filha de Bento Ribeiro da Silva, natural de São José dos Pinhais, Paraná, e de Maria Antônia de Jesus Antunes, natural de Lages, Santa Catarina, sendo seus avós paternos Manuel Collaço e Ângela Maria da Silva e avós maternos Salvador Antunes e Quitéria Maria de Sousa, o que faço embasado no artigo 50, § 4º combinado com o 52, § 2º, da Lei n.º 6.015/73. (Ação de Registro de Nascimento Tardio n.: 040.98.000395-4).

Muito a pesquisar e a escrever sobre a heroína catarinense de dois mundos, que em vida disputou também o amor de Giuseppe Garibaldi com a gaúcha Manoela Amália Ferreira, de Pelotas (RS), filha de uma rica família de estancieiros, que já estava prometida a Joaquim, filho de Bento Gonçalves. Manoela morreu do coração, solteira, aos 83 anos, e foi sempre conhecida como a noiva de Garibaldi.

Nos anos 80, Josué Guimarães e eu escrevemos, sob encomenda, duas histórias curtas sobre essas mulheres emblemáticas da vida brasileira e da história: a de Josué chamou-se Amor de Perdição”.

Ele morreu logo após escrevê-la e, por iniciativa de sua viúva, Nydia Machado Guimarães, veio a ser publicada pela editora L&PM, em Porto Alegre. “Balada por Anita Garibaldi” está em meu livro “Contos Reunidos”, publicado em 2010 pela editora Leya.

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